Dizer sim o tempo todo não é sinônimo de amor. Especialistas alertam que crianças mimadas demais têm dificuldade de lidar com frustrações da vida.

Estou acertando na educação do meu filho? Esta normalmente é uma pergunta que os pais se fazem com frequência. Nada mais natural do que a incerteza, já que educar uma criança é uma responsabilidade muito grande, sem nenhuma receita pronta para ajudar na tarefa.

Parte das dúvidas é consequência de um conflito de gerações. Pais que foram educados com rigor durante a infância querem que os filhos cresçam e aprendam as lições da vida de outra maneira, mais delicada. Outros tantos planejaram detalhadamente a chegada do herdeiro e agora o cercam de todo o amor e carinho acumulados.

Você ama seu filho, ninguém dúvida. Mas será que este “excesso de amor” e cuidado não podem ter efeitos colaterais na educação dele? Especialistas afirmam que crianças mimadas demais têm dificuldade de lidar com frustrações da vida. Alguns comportamentos dos filhos servem como alerta para você.

1 – Seu filho sempre tem razão

Se você acha que seu filho está sempre certo, independente da situação, talvez seja o primeiro sinal de que ele está sendo mimado além da conta. “Muitos pais acreditam que seus filhos raramente estarão errados, e não serão questionados antes de tirar qualquer conclusão”, explica a pedagoga Tatiana Custódio. Um exemplo disso é quando os pais são chamados na escola para resolver problemas de comportamento sobre a criança e, mesmo antes de saber o posicionamento e versão da escola a respeito, já se “armam” com todos os argumentos possíveis para que, se houver alguém errado na história, que não seja o seu filho, acrescenta Tatiana.

É importante enfatizar que educar não é permitir tudo. Proibições e limites são necessários para o desenvolvimento da criança. Não proporcionar aos filhos uma sólida e clara consciência de limites significa expô-los a graves riscos e dificuldades no futuro.

2 – Ele não consegue tomar decisões sem você

Seu filho não consegue tomam nenhuma decisão – qualquer decisão – sem consultar você? Esta dependência contínua pode ser um sinal de que ele está sendo mimado ou protegido demais. Ao deixá-la decidir por si mesma, os pais tem a oportunidade de ensinar a criança a fazer escolhas responsáveis.

A dica é deixar que, desde pequeno, seu filho esteja habituado a decidir. Comece com assuntos sem repercussões graves, como a roupa que quer colocar ou a história que quer ler, por exemplo. À medida que ele for crescendo, ficará mais fácil ter autonomia e capacidade de decisão. Especialistas aconselham que os pais devam, inclusive, permitir que os filhos se enganem às vezes em suas decisões. Se a criança sofre as consequências negativas, certamente será mais rigorosa nas próximas escolhas.

3 – Seu filho tem dificuldades em dividir

Uma forma de tentar amenizar comportamentos egoístas é estabelecer maior autonomia às crianças, para que elas resolvam situações de conflito sem necessariamente precisar da intervenção dos pais que resolvem tudo por elas. “Na escola, com os amigos, é importante criar atividades em que os materiais sejam de uso coletivo, para que aprenda a compartilhar”, sugere a pedagoga.

Vale ressaltar que a mediação contínua de pais e professores é de extrema importância para que a criança mude seu comportamento gradativamente.

4 – Seu filho não sabe esperar

Normalmente, a criança mimada ou superprotegida pelos pais não consegue esperar até que seu desejo seja realizado. Crises de choro, nervosismo e dramas na hora de requerer algo dos pais ou professores, podem ser indícios de que está habituada a satisfazer suas vontades no tempo em que ela mesma determina, se ela perceber que esse tipo de atitude já funcionou outras vezes.

Por isso, não pare tudo que estiver fazendo para atender o seu filho. Explique, com carinho, que nem tudo pode ser feito na hora que ele quer. Afinal, na vida é assim.

Por melhores que sejam suas intenções, uma infância com excesso de mimos tem reflexos negativos na vida adulta. “Quando os pais decidem fazer as vontades dos filhos, escolhem livrá-los de qualquer situação de perda. Portanto, a criança é protegida de passar por momentos de pequenas frustrações, necessários para o desenvolvimento emocional e cognitivo”, adverte a pedagoga Tatiana Custódio. Na vida adulta, quando chegar o momento em que deva saber lidar com situações conflituosas, seu filho pode não estar emocionalmente preparado para resolvê-las – já que sempre foi poupado de situações como essa quando criança

Fonte: http://www.dicasdemulher.com.br

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