Estamos vivendo em um mundo com rápidas transformações que afeta toda a família.

Os pais precisam trabalhar mais do que as gerações passadas para o sustento dos seus, a mulher ingressou no mercado de trabalho, desejosa de ter uma carreira e realizar-se profissionalmente diminuindo, porém, o tempo de permanência junto aos filhos. Como conciliar estas questões? Com a crescente violência, as crianças estão cada vez mais presas em casa passando a maior parte do tempo na frente da televisão ou do computador. Desta forma a família precisa se reinventar e se readaptar aos novos tempos. Se por um lado a mulher deixa a casa para trabalhar, o papel do homem enquanto parceiro passa a ser fundamental e de grande relevância. Criar filhos não é uma tarefa fácil e ela deve ser cumprida a dois.

Ansiosos por propiciarem aos filhos as melhores escolas, passeios, esportes, aprendizagem de idiomas entre outros sonhos que julgam ter o poder de realizar, preocupam-se com sua formação intelectual, e com a preparação para um mercado de trabalho que leve a uma prosperidade financeira. Entretanto, às vezes se esquecem que além destas oportunidades as crianças precisam receber amor, limites e de aprender a lidar com os seus sentimentos, frustrações e problemas que enfrentarão no decorrer da vida. A infância é a fase decisiva na história de cada vida e são as primeiras experiências que formam a base do seu desenvolvimento enquanto pessoa integrada e feliz. Os pais são os responsáveis pela educação de seus filhos. os valores essenciais para o convívio social deverão ser ensinados desde cedo para a criança e a escola é uma continuidade dessa educação, uma extensão dessa família que não deve atribuir a outros uma responsabilidade que é sua. A verdadeira disciplina é processo destinado a ensinar à criança os necessários limites e as consequências da conduta caso eles sejam ultrapassados, aprendendo a seguir as normas de vida preferidas pela sociedade a fim de que possa conservar o máximo de liberdade pessoal.

Problemas são inevitáveis e certamente poderão aparecer no decorrer do desenvolvimento infantil. O que fazer quando problemas inesperados surgem?

O primeiro passo é reconhecer que devido a suas dificuldades sejam elas no contexto familiar, social ou escolar seu filho precisará sentir que estão a seu lado, com a disposição de auxiliá-lo sempre.

Estabeleça prioridades

Seja qual for o problema é importante o estabelecimento de prioridades, observando qual é a dificuldade mais importante, a que atrapalha o seu funcionamento, o que a incomoda mais. Procurem auxiliá-la no que for mais difícil para ela. Pensem antes de agir. Frente a cada dificuldade apresentada pela criança tentem pensar qual é a melhor alternativa para ajudá-la. Quanto mais pensarem, mais chance o bom senso tem de prevalecer. Resolvam este problema, e só então passem a dar atenção para outro, se existir.

Use reforço positivo

Use o reforço positivo antes da punição. É muito importante um constante reforço para que os comportamentos esperados predominem. Acima de tudo evitem as críticas constantes, procurando reforçar o que é melhor em seu filho. Poucas coisas são mais prejudiciais para a auto estima de uma criança do que viver em um ambiente em que apenas os erros são sistematicamente apontados.

Ofereça um ambiente previsível

O ambiente familiar deve ser previsível e constante. As atitudes dos pais devem ser semelhantes, ou seja, os dois têm que falar a mesma coisa, não contrariando um ao outro na frente da criança, o que a deixará muito confusa e insegura se isto ocorrer.

Procure proporcionar um ambiente com rotina diária, com hora fixa para acordar, dormir, para se alimentar, fazer o dever de casa, para brincar e assistir televisão. Se essa rotina tiver alteração, prepare seu filho explicando a ele o que está acontecendo, deixando-o a par dos acontecimentos como: mudança de casa, de cidade, saída para as festas, viagens inesperadas ou programadas, doenças em família ou qualquer outra coisa que venha alterar esse ritmo. Quando algum problema surge em casa a criança percebe que algo está acontecendo à sua volta e se nada for dito a ela, ficará insegura, com medo, podendo chorar ou ficar agressiva com os pais e irmãos. Uma pequena explicação, de acordo com o seu entendimento, será suficiente para acalmá-la e não ficar criando um mundo de fantasias que a assustarão mais ainda.

Estabeleça as regras do jogo Frente a determinadas situações, tente ajudá-lo, mostrando que para tudo existem regras a serem cumpridas, pois qualquer time define a estratégia de jogo antes de começar a partida. Estabeleçam uma comunicação eficiente com seu filho. As “regras do jogo” devem estar sempre claras e deixe que ele participe da programação das atividades de sua vida.

Pais como modelo de identificação Pode-se dizer que não há dois lares iguais. Cada um tem características que são somente suas, e que inclui as relações entre pais e filhos bem como os laços afetivos que os unem. Mas fato é que, independente do tipo de família os pais são o modelo de identificação para seus filhos, portanto deve-se procurar refletir como sua criança pode estar se sentindo quando não consegue corresponder às suas expectativas. De nada adianta exigir mais do que ele pode lhe dar.


Valorização das atitudes positivas

Lembrem-se: Valorizem cada atitude positiva de seu filho. São as pequenas coisas que lhes fazemos que nos aproximará. Ajude-o nos deveres quando precisar, olhe seu caderno, seu boletim, elogie sempre que puder; ao invés de criticar suas notas baixas, pergunte se precisa de ajuda e incentive-o a melhorar, pois ele é capaz. Elogie seus desenhos, se receber algum, guarde-o com carinho; nunca diga que o desenho é feio ou que coisa ridícula é aquela que ele desenhou. O desenho é um pouco daquilo que vai dentro de cada um e criticá-lo é desvalorizar a criança, ridicularizá-la, torná-la incapaz.

Não faça comparações

Não comparem um filho com o outro. Cada filho é um ser único, cada um tem a sua personalidade e sua individualidade. O importante é o que cada um sabe fazer, dentro das suas possibilidades e limitações.

Reconheça as suas próprias limitações

É reconhecendo também as suas próprias dificuldades que terão melhores condições de avaliarem cada situação e procurarem a maneira adequada de ajudarem seu filho. Aprendendo a se conhecer e controlar melhor suas emoções e atitudes poderão estabelecer uma evolução mútua: os pais ensinando seus filhos com a sua experiência de vida, preparando-os para o desabrochar no mundo e tornando-os mais confiantes e seguros, oferecendo-lhes as oportunidades que gostariam de ter tido; os filhos ensinando os pais a visualizarem as situações sob uma nova ótica, aprendendo através da riqueza do universo infantil a valorizar, na simplicidade dos pequenos gestos, a beleza de viver. Desvelos maternos, integração dos pais, orientação bondosa porém firme e harmoniosa com certeza, ajudarão a promover a integração da personalidade e um desenvolvimento feliz.

Por Stella Márcia Moreira da Rocha Farinazzo

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