Sua autoestima possui pelo menos 3 pontos que a minam e que precisam ser observados incansavelmente. Ela é a imagem que o indivíduo tem de si mesmo e está intimamente ligada com a autoconfiança e o autorrespeito. É a autoestima que determina a sua capacidade de lidar com os desafios que a vida impõe a cada uma das pessoas, assim como a segurança para enfrentá-los. Entretanto, vários fatores tornam-na frágil e são, em sua maioria, elementos externos que em contato com suas crenças podem comprometer sua autoimagem. Neste texto, vamos explorar apenas três, que considero primordiais: a frustração, a culpa e a rejeição.

É importante destacar que o amor-próprio é adquirido na infância, mais especificamente até os seis anos. O ser humano vem ao mundo como uma folha em branco, onde vai escrever a sua história. Como até certa idade, sua capacidade de elaborar e compreender raciocínios abstratos, são os adultos que a circulam que vão indicar-lhe se ela é ou não adequada para conviver em sociedade. Por essa razão, as famílias são tão preocupadas em moldar-lhes o caráter para evitar que ele sofra as consequências da não adequação. O maior problema, então, passa a ser essa preocupação, que quase sempre vem acompanhada de desinformação e falta de jeito em lidar com os pequenos.

A frustração é o sentimento gerado quando aquilo que se espera não acontece. Em princípio, ela ocorre em função das inúmeras promessas que os adultos fazem e não cumprem. Com o passar do tempo, ela aparece diante de uma tentativa que não se concretiza ou frente a obstáculos muito difíceis de serem ultrapassados. Para lidar com ela, é necessário que você analise toda a situação ao redor, afinal de contas há desejos, que jamais serão realizados, independente do qual espetacular você seja. A sabedoria popular é muito assertiva quando afirma que não se pode ganhar todas. O maior problema é que os fracassos são em geral, situações onde a pessoa não fez planejamento, nem checou as possibilidades. Portanto, observe se o que você está desejando é de fato possível e o que não foi feito para atingir o êxito.

A culpa é um fator que diminui quem a possui, diante dos outros.

A culpa é, a meu ver, o pior dos sentimentos. Ela tem o condão de colocar o indivíduo dentro de uma passividade letárgica, impossível de ser revertida e o que é pior. O culpado fica eternamente condenado a pagar por aquele erro. E não há autoestima que resista a essa sensação de que a pessoa não tem mais jeito e está condenada a passar o resto da vida a pagar pelo motivo da culpa. Experimente trocar a culpa pela responsabilidade. Com poucas exceções, as pessoas erram porque queriam errar e sim por desconhecer a maneira certa de fazer. Na pior das hipóteses, o erro é cometido por negligência ou imperícia, mas por maldade é muito pouco provável. Ao assumir a responsabilidade pelos seus atos, você estará indicando que é capaz de recomeçar e/ou aprendeu a lição, além de criar a possibilidade de ganhar credibilidade.

A rejeição é um dos sentimentos mais traiçoeiros que conheço, muito em função da chantagem emocional, que ocorre para garantir a aceitação do outro. É absolutamente normal, haver situações em que se é rejeitado, porém, o índice dela com relação à personalidade de alguém é muito baixo. Rejeita-se o outro muito mais pelas suas atitudes do que pelo que ele é de verdade. A única pessoa que tem elementos para não gostar de você,  do jeito que você é, é você mesmo, mais ninguém. E isso, pelo simples fato de que só você tem o poder de acessar seus sentimentos, potencialidades e dificuldades. Para elevar sua autoestima, caso se sinta rejeitado, comece a se observar mais atentamente. Desta forma, você vai poder analisar em que momentos faz algo que desagrada aos outros e o que pode fazer para reverter essa situação. Tenha sempre em mente, entretanto, que nem sempre é possível mudar a todo o momento só para agradar aos outros. O principal, deste item é você saber o que faz e te deixa profundamente aborrecido. Esta pode ser a chave para agradar aos demais também.

Ter uma autoestima saudável é fundamental para que qualquer pessoa tenha qualidade de vida. Gostar de si mesmo, se respeitar e se resguardar são ações que garantem o bem estar, a boa saúde, a paz e a alegria de viver. É com o autoamor saudável que o indivíduo cria condições de se defender, lutar por objetivos e ser resiliente. É claro que a própria vida torna impossível que alguém esteja alegre e saltitante por todo o tempo. Os autos e os baixos é que vão testar a capacidade de cada um cuidar de si e se aceitar com todos os prós e contras inerentes de cada um.

Autora: Zilda de Assis

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