Autoestima – Como anda a sua?

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Pode-se medir o grau de sucesso e felicidade de alguém através da análise de sua autoestima. É claro que existem outros fatores também importantes, mas quando não existe a segurança necessária para por em prática nossos projetos é um forte indício de que algo vai mal. Nesta hora é preciso fortalecer a autoconfiança e o autoamor através de decisões e atitudes que contribuam para a mudança interior.

Reconhecer fragilidades e ter a consciência que são os sentimentos de menos valia que nos impedem de ir adiante é fundamental.

É muito importante entendermos quais as situações e experiências nos levaram a não confiar em nossa capacidade. Se não nos disponibilizarmos a isto, facilmente vamos cair no círculo vicioso da repetição de situações negativas, que nada mais são que a materialização dos padrões de pensamento que carregamos.

Se faz necessário olhar com firmeza para dentro e perceber como estes padrões tornam-se comportamentos que nos prejudicam e se repetem ao longo da vida.

Ignorar estes resultados nos traz um tremendo mal estar pois, além de não conquistarmos o que queremos, vivemos distantes de nós mesmos, ficando no “piloto automático”, não respeitando a própria essência e buscando apenas satisfazer modelos e padrões externos. Não interessa quais foram as experiências, por mais dolorosas que elas possam ter sido.

É preciso aprender a lidar com o modo que elas impactaram as crenças que criamos sobre nós mesmos e nos dispormos a modificá-las se quisermos realmente crescer e obter uma vida plena.

Uma certa dose de insegurança é absolutamente normal e de certo modo até saudável. O problema se estabelece quando este sentimento ultrapassa o real e é capaz de criar sentimentos de incapacidade diante as situações e o medo paralisante frente aos desafios, sejam eles diários ou de longo prazo. A confiança e segurança passam pelo entendimento e disponibilidade em lidar com as frustrações, pois elas existirão.

E são justamente estas adversidades que nos fazem olhar para dentro e perceber o que ainda temos a melhorar. Mas se a relação que temos com nossas capacidades é frágil, a resiliência em encarar as situações adversas é baixa e não temos a força necessária para reagir e superá-las.

Autoestima nada tem a ver com arrogância. A arrogância é a idealização de quem somos, na maioria das vezes devido a insegurança em relação ao nosso real valor. Quando há incertezas quanto a real capacidade, precisamos da afirmação e da validação externa o tempo todo.

Se faz necessário mostrar ao outro constantemente o quanto somos melhor, pois nós mesmos não nos percebemos bons o bastante. E uma das formas de demonstrar isto é através da arrogância. O arrogante é muito sensível à criticas e ao julgamento dos outros, pois a segurança que ele tem em si é extremamente frágil.

Quando estamos centrados em nós mesmos, avaliando sentimentos e o modo como reagimos a determinadas situações, fica mais simples alterar o que pensamos a nosso respeito, tomando ciência de nossas dificuldades e quais as potencialidades possuímos para superar as limitações.

Encarar de frente estas questões propicia a tomada de consciência do próprio potencial e contribui para traçarmos um plano que nos inspire a superar o que ainda nos limita e ressaltar aquilo que temos de adorável e nossa baixa autoestima nos impediu até hoje de enxergar.

A decisão de olhar para dentro é muitas vezes difícil e dolorosa, mas extremamente libertadora. Nos abre a percepção de que todas as respostas já encontram-se em nosso inconsciente, apenas aguardando que o foco seja voltado para dentro para que possa aflorar.

Esta é uma construção diária e somente com o entendimento do valor de uma autoestima forte no alcance dos nossos sonhos é que estaremos aptos a dar o primeiro passo.

Autora: Semadar Marques

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