Avalie o seu relacionamento e saiba se ele está por um fio ou não.

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Segundo o psicoterapeuta americano Michael McNulty, as separações surgem de posturas equivocadas do casal.

Separações como de William Bonner e Fátima Bernardes, Brad Pitt e Angelina Jolie,  Taylor Swift e Calvin Harris e Johnny Depp e Amber Heard chocou os fãs. Mas, embora o rompimento tenha parecido repentino para quem está de fora, o psicoterapeuta Michael McNulty, afirma em entrevista à Fox News, que muito provavelmente os problemas que causaram as separações já existiam há tempos.

“Os relacionamentos tendem a acabar mais pelo gelo do que pelo fogo”, diz. Em outras palavras, geralmente existem alguns sinais de alerta que um relacionamento está desmoronando. E, acredite ou não, brigas frequentes não é um deles, mas sim a forma como você e seu parceiro interagem durante esses conflitos.

“69% dos conflitos que surgem entre os parceiros serão sempre questões em andamento. Apenas 31% dos problemas são realmente muito simples e podem ser resolvidos”, diz McNulty, que atende casais há mais de 25 anos.

Diante disso, McNulty elencou sete sinais de que seu relacionamento pode estar quebrado e algumas estratégias de como repará-lo.

Mais interações negativas do que positivas

Segundo McNulty, o primeiro sinal de um relacionamento problemático é o aumento das interações negativas, como um comportamento ranzinza, excesso de críticas ou sarcasmo. E, essa negatividade pode ser mais sutil do que você imagina. “Basta 1,2 interação negativa a cada uma interação positiva para um possível divórcio”, diz McNulty. Os casais mais felizes têm cinco interações positivas para cada negativa. Por isso, uma ligeira alteração comportamental pode ser um sinal importante de que é hora de controlar o lado ruim e amplificar o bom.

Seu corpo enlouquece durante as discussões

Discussões sempre são opressivas e esmagadoras, mas se você notar que ao brigar com o seu parceiro você assume uma postura no estilo O Exorcista, é um grande sinal de que algo está errado. O termo de psicologia para isso é ‘inundação’ e diz respeito à resposta física que ocorre quando se fala de um problema com um parceiro, e pode envolver tudo, desde um ritmo cardíaco acelerado até suor e problemas de estômago. “Neste estado, não podemos receber novas informações, não podemos pensar criativamente e perdemos os nossos sentidos de humor, tudo o que faz com que seja difícil ter discussões sobre desavenças”, diz McNulty.

Se você notar que isso acontece, o especialista aconselha fazer uma pausa e voltar à conversa quando estiver mais calmo. “Respire profundamente ou assista a um programa de TV bobo ou dê um passeio que te ajude a relaxar”, sugere McNulty. Só não deixe a questão mal resolvida, ressalta o terapeuta.

Você constantemente aponta falhas

Quando você passa muito tempo com alguém, mesmo que você ame essa pessoa, você provavelmente vai ficar irritado com suas ações ao longo do tempo. Até aí, tudo bem. Mas quando você começa a ver os hábitos irritantes do parceiro como uma falha de caráter, algo aparentemente trivial como esquecer as tarefas domésticas, pode ser distorcida e se tornar algo como “Você não se preocupa com a nossa casa porque você nunca lembra de tirar o lixo.”

Neste caso, o especialista indica uma simples solução: ao expressar sua frustração ao seu parceiro, use mais o “eu” e pare de apontar o dedo para ele. Por exemplo, na situação acima, você poderia dizer algo como “quando você esquece de levar o lixo para fora, eu fico chateado porque eu estou tentando manter a nossa casa arrumada.” Essa atitude abre espaço para uma solução mais colaborativa, em vez de simplesmente magoar seu parceiro.

Você está sempre na defensiva

Se você está se sentindo atacado por seu parceiro, a sua resposta instintiva é a defesa. Portanto, se o seu companheiro trouxe a questão do lixo, por exemplo, uma reação natural pode ser contra-atacar com algo como: “Você está louco! Eu sempre tiro o lixo, eu não sei do que você está falando!”. E isso pode aumentar ou piorar o conflito.

Mas como você reequilibrar esta reação natural? “O antídoto é assumir a responsabilidade, mesmo que apenas uma pequena parte. Voltando ao cenário de lixo, uma resposta melhor seria: “Você está certo, eu poderia lembrar de colocar o lixo para fora mais vezes, eu vou escrever um lembrete no meu telefone para que eu não esqueça.” Essa abordagem mostra que você está disposto a trabalhar como uma equipe para resolver o problema, explica McNulty.

Há muito desprezo

Para McNulty, o desprezo é o maior preditor do divórcio. “É como derramar ácido sobre o amor. E quando você derrama ácido demais no amor, em algum ponto não haverá mais amor. Você pode ver o desprezo na forma de um comentário desagradável, olhos rolando ou uma cara de desgosto”, afirma.

Enquanto o desprezo entre os parceiros é um dos sinais mais reveladores de uma relação condenada, a esperança não está completamente perdida se houverem outras interações positivas, como falar sobre necessidades pessoais e focar no lado positivo. McNulty incentiva seus pacientes a adquirirem o hábito de apontar duas ou três coisas boas sobre o seu parceiro a cada semana. “A esperança é passar de desprezo para a criação de uma cultura de valorização”, explica.

Você não pode quebrar a parede

“Oi, você está me ouvindo?” Se essa pergunta te soa familiar, você já deve ter experimentado a “obstrução” de uma conversa, tanto através da linguagem corporal (olha para baixo ou distante) ou verbal. “Quando isso acontece, parece que a pessoa não se importa. Mas, muitas vezes, as pessoas só estão surpreendidas com a discussão e não sabem o que fazer”, diz McNulty.

Neste caso, também há uma solução simples: faça o outro entender que você está se sentindo sobrecarregado e descubra como lidar com a conversa de uma forma mais acessível para ambas as partes.

Você começa a sentir sozinho

É a ilustração do comentário de McNulty que “relacionamentos terminam mais pelo gelo do que pelo fogo”. Isso porque, ao longo do tempo, todos os fatores acima começam a se somar, tornando as famosas “DRs” (discussões de relacionamento) totalmente impraticáveis. “As pessoas tendem a ficar cansadas de lidar umas com as outras e com suas diferenças, o que as leva viver mais como companheiros de quarto, vivendo vidas paralelas, até, finalmente, dissolver seu relacionamento”, diz.

Mas, antes de deixar que essa informação intensifique sua depressão pós-Brangelina e te faça desistir de vez do amor, McNulty afirma que nunca é tarde demais para salvar um relacionamento minguante. De fato, estudos do Instituto Gottman mostram que 80% dos casais que testou essas estratégias relataram melhorias em seu relacionamento.

“Quando as pessoas percebem estarão em conflito com seu parceiro em boa parte do tempo, elas são muito mais capazes de se comprometer e trabalhar em conjunto”, diz McNulty.

Fonte: http://veja.abril.com.br

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