Distimia: Quando a Tristeza se Torna Crônica

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Distimia é uma forma crônica de depressão, porém menos grave do que a forma mais conhecida da doença. Com a distimia, os sintomas de depressão podem durar um longo período de tempo –  muitas vezes, dois anos ou mais – durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.

Só no Brasil existem de 5 a 11 milhões de pessoas que sofrem desse mal, de acordo com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA).

O que se sente?

O paciente com distimia pode perder o interesse nas atividades diárias normais, se sentir sem esperança, ter baixa produtividade, baixa autoestima e um sentimento geral de inadequação. As pessoas com distimia são consideradas excessivamente críticas, que estão constantemente reclamando e são incapazes de se divertir.

Além do humor triste de forma prolongada, a pessoa pode sentir o apetite aumentado ou diminuído, insônia ou muita sonolência, sensação de baixa energia e cansaço, baixa auto-estima, com pensamentos de não ter valor ou ser incapaz, apresentando ainda dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões, além de ter sentimentos de falta de esperança. Não necessariamente todos esses sintomas deverão estar presentes, mas muitos são comuns.

Diferentemente da depressão, a distimia pode deixar o indivíduo com a sensação de que este é o seu jeito normal de ser, com dizeres como “sempre fui desse jeito “. Há, portanto, uma perda de autocrítica quanto à doença, o que, somado ao baixo interesse em várias áreas da vida, pode levar ao isolamento ou a uma vida limitada, com poucos relacionamentos sociais, inclusive dificuldades profissionais e familiares.

Normalmente não há um período mais agudo da doença, com os sintomas sendo mantidos de uma forma estável durante anos. Contudo, é comum ocorrer a depressão propriamente dita em uma pessoa previamente com distimia.

Como se desenvolve?

A distimia freqüentemente começa cedo na vida, na infância, adolescência ou início da idade adulta, por isso facilmente confundindo-se com o jeito de ser da pessoa. Em crianças, muitas vezes expressa-se por irritabilidade e mau humor. Em adolescentes pode associar-se a isolacionismo, rebeldia ou abuso de drogas, além da irritabilidade.

Qual a importância de se tratar a distimia?

Comumente a pessoa com distimia não procura tratamento por esse problema. Porém, esta é uma doença freqüentemente associada a outras, como depressão, transtornos de ansiedade (principalmente transtorno do pânico), abuso de álcool e drogas e múltiplas queixas físicas (dores, por exemplo) de origem psicológica. Portanto, são pessoas que terminam por recorrer a vários tratamentos médicos, muitas vezes usando várias medicações, mas não tratando especificamente a distimia.

Como se trata?

A distimia em geral requer tratamento medicamentoso, com antidepressivos, e tratamento psicoterápico, de preferência associados.

A distimia para nós é vista analogamente como a famosa “água em pó” que para tomar precisamos adicionar água. Ano após ano a saúde mental inventa novos nomes para processos arcaicos visando uma falsa melhoria da área de saúde.

A distimia nada mais é do que um transtorno de humor uma depressão leve mal diagnosticada e tratada! Tanto é que seu tratamento em nada se diferencia do tratamento da depressão. Conforme o texto citado anteriormente um dos poucos crivos de diferenciação entre a depressão são a ausência de crises agudas, que podem ocorrer casualmente o que em nada modifica o tratamento ou a distinção justificando a criação de um novo nome para um estado de uma patologia.

Sinônimos e nomes populares: Transtorno distímico, neurose depressiva, depressão neurótica, neurastenia, transtorno depressivo de personalidade.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

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