Tenho pensado ultimamente muito sobre o: “Não”.
Sobre dizer “Não” para alguém, para alguma coisa ou para você mesmo.

A gente acaba enrolando, disfarçando, ou até mesmo prejudicando o outro, mesmo sem querer. Prejudicando até nós mesmos e não se permite dizer NÃO.
Por medo, receio, vergonha, preguiça. Depende a situação!

Mas por que?!

Por que não dizer para aquela amiga:
– “NÃO! Essa roupa NÃO está legal!” (Caso ela pergunte)
A gente prefere dizer que está “legal”, ao invés de dizer a verdade.

Existem muitas maneiras da verdade ser dita, sem que seja sentida.
Duas coisas podem andar juntas: A verdade ser dita e ser recebida de uma forma positiva, desde que, você saiba como dizer.

Por que preferimos dizer: “VOU VER” a alguém que nos chama pra sair, sabendo, lá no fundo, que, por algum motivo nosso, NÃO iremos?
Preferimos enrolar, fazer com que a pessoa espere, crie expectativas, (porque acaba criando), impedindo, até, a pessoa de outras possibilidades, tentativas, pelo simples fato de não termos a capacidade de dizer: “NÃO”.

Não estou feliz.
Não estou bem.
Não gostei desse lugar.
Não quero ir.
Não tenho.
Não vou.
Não posso.
Não gosto disso.
Não estou satisfeita com o ar condicionado desse local.
Entre tantas outras coisas.

Estar em um ambiente que o ar condicionado esteja ligado, você esteja congelando e, ainda assim, não faz nada pra mudar a situação. Por vergonha, muitas vezes.

Já tentou fazer diferente?!
Ao invés de ficar morrendo de frio, se levantar e pedir que regulem a temperatura.
Com certeza, nessa sala, muitos estão sentindo o mesmo que você e, pelo mesmo motivo, se omitem.

Por que ainda temos tanto receio com a vida?
Se ela é uma só e todos sabemos que um dia vivido, é um dia a menos por aqui.
Por que ainda não nos permitimos por completo?

A viver. A dizer. A querer. A fazer.
A falar. A expressar. A tentar. A conseguir.
A alcançar. A se permitir. A aceitar. A negar, também.

Negar, muitas vezes, é necessário. É importante. Indispensável.
Talvez, pra você.
Talvez, para o outro.
Talvez, para os dois lados.

Vamos aprender a dizer NÃO?!
Vamos, pelo menos, TENTAR. O que já é um começo.
Porque te digo com exatidão: Não.
NADA é impossível. Nada é em vão!

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Renata Galbine
Paulistana, 30 anos, virginiana e, sim, acredito em Signos e tenho muito do meu em mim. Desde muito nova, gosto e tenho facilidade em escrever. Escrevo sobre tudo aquilo que me inspira. A Renata, é uma mistura de letras e músicas. Amo dançar. Intensa. Sentimental. Quase que uma Bomba Relógio. Praticamente, um campo minado que é necessário tomar cuidado a cada passo que der.

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