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É notório que a educação é uma das bases fundamentais para o desenvolvimento e progresso de qualquer nação, principalmente no que diz respeito à economia, política e sustentabilidade de uma nação. Já dizia o filósofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.  Na visão do pedagogo norte americano John Dewey “A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida”.  Abaixo um breve comparativo entre a educação do Brasil com outros dois países referência nesse quesito:

BRASIL: O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler; 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita. Professores recebem menos que o piso salarial.

FINLÂNDIA: O país nórdico está constantemente investindo na evolução de seu sistema educacional e figura sempre nas primeiras posições do Pisa, avaliação internacional que mede o nível educacional de jovens de 15 anos nos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na edição 2015, por exemplo, a Finlândia apareceu em 5º lugar em ciências, 4º em leitura e 12º em matemática. O sistema educacional finlandês também valoriza muito o aprendizado de línguas estrangeiras, especialmente o inglês. Na escola, os estudantes podem escolher um idioma para estudar além do finlandês e do sueco (línguas oficiais do país). De acordo com o Statistics Finland, instituição pública que fornece estatísticas sobre o país, em 2016, o inglês foi a língua estrangeira mais estudada por alunos do 1º ao 6º ano, seja como matéria obrigatória, seja como opcional.

JAPÃO: A educação é prioridade no Japão. O índice de analfabetismo no país é praticamente zero. Em 2015 o governo realizou uma pesquisa nacional que apontou que apenas 0,05% da população pode ser considerada “analfabeta”.
O sistema educacional japonês foi reformado após a Segunda Guerra Mundial.

O Ministério da Educação supervisiona de perto currículos, livros didáticos,  aulas e mantém um nível uniforme de educação em todo o Japão. O resultado dessa ação é um elevado padrão de educação. Exceto para o ensino fundamental, o aluno fica 6 horas por dia na escola. Mesmo depois de deixar a escola, as crianças têm os treinos e tarefas de casa para mantê-los ocupados. O período de férias é de seis semanas no verão e cerca de 2 semanas no  inverno e um intervalo na primavera e mesmo assim, muitas vezes acompanhado de tarefas como lição de casa e trabalhos escolares.

 

Escrevo esse breve texto como um cidadão comum e preocupado com o futuro de nosso país, já que não sou educador, professor ou exerço profissão nessa importante área. Finalizo deixando as seguintes reflexões: Como melhorar a educação no Brasil? Os professores são realmente bem pagos e valorizados? A estrutura educacional é favorável ao desenvolvimento do país?  As disciplinas do currículo escolar não devem ser adaptadas ao mundo atual?  Os maiores problemas sociais que temos não estão ligados direta ou indiretamente à falta ou baixa qualidade na educação? Perante o Governo Federal ao longo de décadas a educação tem sido vista como despesa ou investimento? Qual título e reconhecimento seria melhor: País do futebol ou País da educação?. Pense nisso.

 

Fontes:

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

1 Comentário

  1. É a educação no Brasil está cada vez pior.
    Salas superlotadas e isso faz com que o professor não consiga ensinar teus alunos.
    O governo quer economizar contratando menos professores, e mudando a maneira de estudos. Isso faz com que o nível de Educação dos alunos diminuem muito.
    E outro requisito, professor estuda a vida toda e não é valorizado, salário muito inferior das demais profissões. O governo esquece que o professor é a base de todas as profissões. Triste realidade.

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