Viver a procura daquilo que está lançado, é tarefa incessante de todos os que são movidos pela falta, isto porque nem todos sabem o que lhe falta, porém correm para encontrá-la e o objetivo maior é preenche-la.

Cada vez mais cresce o mercado das inovações e tecnologias, e quanto mais tecnologias são inovadas, mais o homem corre ao encontro da completude.

Quando se é pequeno sonha em ser grande, ao crescer gostaria de voltar a ser pequeno e poder receber os cuidados primários que tanto queria abandonar.

Tornamo-nos automáticos nos relacionamentos, priorizamos a agilidade e refutamos a simplicidade, valorizamos os aparatos e desprezamos a presença.

O que queremos completar que tanto nos falta?

As experiências primárias nos fizeram experimentar o mais extremo gozo perdido para sempre, aquilo que uma vez deu-nos satisfação tornou-se em repetição, afim de alcançar a mais alta dose de prazer, cada vez mais distante de ser alcançada.

O mais insuportável dessa façanha é, saber que aquilo que foi lançado e nos tornou objeto de angustia e procura obsessiva, fará para sempre parte daquilo que assim é a falta-a-ser, principal da existência humana: A FALTA NOSSA DE CADA DIA.

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Cleber Silva
Graduando de Psicologia 10° Semestre- UNIP. Estagiário em Psicologia Hospitalar. Autor da Iniciação Científica- O resgate da função paterna no exercício da carreira militar-2017

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