Família é uma coisa engraçada… pra não dizer ao contrário!

Tem parente que nem parece parente.
Tem parente que nem parece que é do mesmo sangue que a gente.

Mesmo sangue, sabe?!
Identidade.
Sobrenome.
Laços!

Isso tudo se torna indiferente.
Porque eles mesmos se fazem dessa maneira.
Parente que se faz distante.
Distante mesmo.
Como se você não existisse pra ele e ele pra você.

– “Oi, tudo bem?! Como estão as coisas? E a família?”
– “Tá vivo?!”
– “Saudade!”

Família é uma palavra grande.
Com um significado maior ainda.
Mas que, por muitas vezes, se torna insignificante.

Existem parentes que, às vezes, me esqueço que são meus.
Permanecem no seu mundo, ignorando o seu.

Aquele tio que te despreza.
Aquela tia distante.
Aquele primo inconstante.
Aquela prima viajante.

Família essa que se faz completamente distante.

– “Oi, você se lembra de mim?! Estou aqui!” – é o que penso, mas não digo!

E quando morre, aparece e resolve se lembrar.
Chora e diz:

– “Que pessoa boa perdemos hoje.”

Mas “ontem”, esquecemos de lembrar enquanto estávamos aqui podendo nos amar.

Depois não adianta chorar.
Chorar por algumas horas, minutos…
Depois não tem como dizer o que não foi dito.
E se não há nada pra dizer hoje, tão pouco existirão lágrimas pra escorrer amanhã.

Só observo a maneira fria e constante.
Presente e marcante.
De laços tão distantes.
Não seremos hipócritas no amanhã.
Se o hoje é frio, vago e vazio.

 

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Renata Galbine

Paulistana, 30 anos, virginiana e, sim, acredito em Signos e tenho muito do meu em mim. Desde muito nova, gosto e tenho facilidade em escrever. Escrevo sobre tudo aquilo que me inspira. A Renata, é uma mistura de letras e músicas. Amo dançar. Intensa. Sentimental. Quase que uma Bomba Relógio. Praticamente, um campo minado que é necessário tomar cuidado a cada passo que der.

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