Pergunto-me até quando o homem que deveria ser autor de sua própria historia se curvará diante das atitudes doentias de manipuladores em prol da realização exacerbada de um insano desejo e realização idealística?

Até quando homens buscarão realizar-se através de um desejo sublimado por não serem capazes de resolverem conflitos internos, ao qual se recalcaram com resistências intransponíveis, tornando-se manifestos disfarçadamente e trazendo o mesmo sofrimento inicial do qual não foram capazes de suportar?

Quantos não aprenderam a serem questionadores e aceitam de forma mágica uma verdade que na verdade deixa de ser verdade à medida que o que se revela torna-se distorcido perante a realidade?

Muitos dizem o que dizem, por que quando dizem, não dizem o que dizem, quando dizem o que dizem?

É como se o dito não fosse dito no dito.

E assim caminha o manipulável, não é capaz de questionar, nem de ressignificar o que vive!

Quão triste torna-se sua realidade, pois aceita suborna-se buscando em si a própria realização sem diferenciar os espaços ao qual caminha, transpondo-se a si mesmo, pisando em pedras nas quais cegamente machuca-se e não é capaz de mudar sua rota por achar que o que quer esta pronta e somente pela receita deduzida alcançara o resultado.

Nega a própria essência tornando-se escravo de um sistema ao qual em breve se curvara e se corromperá, enganando e enganando-se, apropriando-se do discurso alheio e tornando a verdade do outro a sua verdade.

Enquanto o homem não for capaz de olhar para si e assumir a própria responsabilidade por seus atos e palavras, enquanto não se tornar capaz de sair da plateia e atuar como ator no palco da própria existência, comerá das migalhas que sobejam da mesa daqueles a quem se deriva importância sem perceber que esta apagando o brilho existencial da própria história.

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Cleber Silva

Graduando de Psicologia 10° Semestre- UNIP.
Estagiário em Psicologia Hospitalar.
Autor da Iniciação Científica- O resgate da função paterna no exercício da carreira militar-2017

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