Não conseguir dormir sozinho perturba o ser humano com uma força avassaladora promovendo crise de pânico e comportamentos obsessivos. Colocar cadeado na janela, tranca na porta, fechar todas as portas da residência e mesmo assim ficar com a sensação de insegurança, designa um mal-estar psíquico e físico. Palpitações, sensação de aperto no peito, um bolo na garganta, as pernas não firmam, a respiração fica difícil, sentimentos inexplicáveis de culpa ou de fracasso, os pensamentos aceleram num turbilhamento incontrolável, ficando extremamente comprometida uma noite de sono tão necessário para o descanso do corpo e da mente.

É o medo que trás complicações provocando acovardamento, ansiedade, excesso de alarme, apavoramento, dificuldade de respirar, alteração da pressão arterial, arritmia cardíaca, suor frio e arrepios. Assim se manifesta uma fobia sem identificação de um objeto, com uma expectativa de um possível acontecimento ignorado e terror com sensação de perigo desconhecido. O medo de alguma forma está associado a um estado de angústia que castra, tolhe, inibe e reprime levando ao sofrimento e à angústia. É até hoje um sentimento comum a todo indivíduo. Tem suas representações e significados singulares e representa parte significativa das queixas em consultórios.

Essa manifestação vem do inconsciente que sinaliza conteúdos mal resolvidos ou recalcados, lacunas nas fases do desenvolvimento provocando uma crise subjetiva que tem lugar o aparecimento do medo e o objeto que porta este significante está referido a alguma coisa real, que funciona com as características de um sinal de alarme.

O medo do ridículo, de parecer bobo, pagar mico, ser criticado, agredido, rejeitado ou falhar são as causas mais comuns. Fomos educados pelo medo desde a infância, ficando experiências traumáticas que nos aprisionam com âncoras num poço sem fundo. As mensagens negativas que foram registradas perturbam constantemente por todos os lados. Não são uma escolha nossa, mas podemos enfrenta-las e eliminá-las da nossa vida.

Pintura de Carlos Pereira da Silva. Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança e, o Homem criou os espantalhos à sua imagem e semelhança. O artista faz que os espantalhos não cumpram a função para que foram criados (espantar); e, pelo contrário, parecem ser os espantalhos que, personificados nas telas, mostram as reações e os medos, próprios dos humanos. Então, são as próprias criações humanas postas em causa.

Se você já identificou os seus medos, deixe-os entrar, atreva-se a se colocar nas situações que provocam medo e mesmo com medo vá em frente, encare seus medos e conseguirá superá-los e deletar da sua existência coisa inúteis que carrega nas lembranças do passado. Encare seus medos, mate-os. Aprenda a desenvolver pensamentos positivos, transformando medos em oportunidades de desenvolvimento.

Treine sua mente para sempre esperar o melhor. Busque sempre soluções e não fique focando nos problemas. Seu consciente tem esse poder e pode eliminar para sempre as situações que causam medo. Não se comparar com os outros, mas aprender como otimizar a autoestima é o caminho. Compreender que tudo o que vivemos é 100% humano e que podemos escolher como queremos viver, trará o equilíbrio para uma vida saudável, sem medo. Acreditar mais em você, reconhecer suas habilidades, sua beleza e capacidade, fixar seus pensamentos nos seus sonhos, trará a força interior necessária para superar e expulsar os fantasmas que habitam a fantástica mente humana.

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