Desde pequenos fomos ensinados a perdoar, a relevar os erros dos outros, ser tolerantes com as diferenças e características alheias, pois cada um é de um jeito peculiar e não deve ser tratado como menor por isso. Todavia somos cobrados que tenhamos um carro, um bom salário, se somos mulheres temos que ser magras, boas servidoras do lar, a não sair do padrão, enfim.

Em suma, aprendemos a ser tolerantes e a perdoar os outros. Porque guardar mágoas nos torna amargos, tristes e insucedidos. Contudo não fomos ensinados a nos perdoar, guardamos a culpa de não haver terminado os estudos, de não poder ter pago uma festa para o aniversário do filho, por não ter conseguido emagrecer, por diversas coisas que fizemos e amargamos o peso da culpa, e ficamos ruminando essas constrições. Nos avaliamos o tempo todo, nos julgamos, nos condenamos e nos aplicamos a pena.

Não fomos educados para nos perdoar. E se guardar mágoas de outros nos faz mal, pior não é a amargura que acumulamos dentro de nós contra nós mesmos? Qual é o tamanho do estrago que causamos a nós mesmos por não conseguirmos esquecer nossos erros, aceitar que somos falhos?

Perdoemo-nos uns aos outros, mas acima de tudo perdoemo-nos a nós mesmos. Talvez a vida consiga seguir mais leve e até conspire a nosso favor.
#perdoeasimesmo

Por Michele Marques

 

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