O pensamento suicida aparece com uma freqüência muito maior do que imaginamos, pois nem sempre este pensamento é declarado as pessoas ao redor, talvez por medo de ser interpretado erroneamente pelas pessoas ou por não conseguir elaborar o assunto a ponto de colocar para fora e compartilhar com alguém.

Um pequeno pensamento pode encher a nossa vida de valor e significado, quando lembramos de bons momentos sentimos uma leveza gratificante, da mesma forma, até mesmo um pequeno pensamento de morte pode significar muito sofrimento. O pensamento em sua própria destruição surge quando a pessoa acredita que não há solução para seus problemas. Esse tipo de pensamento pode vir à mente em momentos de crise. A crise é identificada em meio a desorganização mental, estresse e sensação de incapacidade de solucionar os problemas da vida.

Pensar em suicídio não se refere apenas aos planos de morte, pensar em como seria bom se não estivesse vivo ou pensar em como seria se tivesse um botão de desligar a vida também seria um pensamento suicida.

Esta pessoa pode ser beneficiada com a psicoterapia, pois mesmo que a pessoa se considere “medrosa demais”, como muitos declaram, para concretizar o suicídio, apenas o fato de pensar em não estar mais vivo já pode ser algo muito significativo, esta pessoa merece ajuda.

O que provoca o desejo de morte?

A origem do desejo de morte não está apenas nas coisas ruins que acontecem, em psicologia chamamos de agentes estressores, como por exemplo a morte de um ente querido, perda do emprego, discussão com a vizinha, etc. O que realmente provoca a depressão seria a avaliação que a pessoa faz do quanto ela pode enfrentar isso tudo. O limite da capacidade de enfrentamento é que pode causar a depressão. Cada um tem seu limite, para uns o limite pode ser mais elástico do que para outro, por isso não seria justo dizer: “Imagine ficar deprimido só porque aconteceu isso com ele, eu já passei por isso e não fiquei deprimido”.

Se há pensamento de suicídio mais cedo ou mais tarde esta pessoa se suicidará?

Nem sempre o ato é concretizado, muitas vezes o sofrimento se prolonga mas a pessoa, talvez por acreditar em alguma possibilidade me melhora, não chega ao suicídio. Costuma haver um aviso, algo foi dito ou feito que demonstrasse pensamento suicida. O impulso para agir tem um tempo limitado, as idéias de morte persistem por algum tempo, mas ainda assim, normalmente, a pessoa consegue resistir ao impulso de concretizar essa idéia. Mas só o fato do o pensamento ter existido já demonstra a importância dessa depressão.

Vale salientar que nem sempre há o desejo de morte, o desejo pode ser a eliminação do sofrimento e não da vida em si.

O que fazer quando percebemos este pensamento em um amigo ou familiar?

Não entrar em pânico, pode ser importante falar com esta pessoa de forma tranquila. Faça-o saber que ele é importante e que há pessoas que se preocupam com ele. Convide-o para psicoterapia. Mesmo que você seja uma pessoa cuidadosa e saiba se relacionar muito bem, ainda assim devemos contar com atendimento psicológico profissional em casos como este. Muitas vezes o desejo declarado de suicídio pode ser referir muito mais à necessidade de saber o quanto se é amado pelas pessoas próximas. Muitas vezes o que impera pode ser a necessidade em se perceber querido: ”Será que sentirão minha falta?” – portanto ofereça tratamento.

Pensamento suicida é doença? É depressão?

O pensamento suicida é um forte indicador para a investigação da depressão. Acredito que casos de suicídio sem que haja um estado de humor deprimido associado poderia ser visto em situações específicas de fortes ideologias motivadoras, por exemplo pessoas que se suicidam por uma causa

Pensamento suicida na adolescência

Esta fase de vida pode ser repleta de questionamentos, ansiedades e frustrações. É possível que este momento de adaptação da adolescência possa ser acompanhado por períodos depressivos que podem ser tratados em psicoterapia por um psicólogo.

Pensamento suicida: Tratamento. Como tratar?

O profissional que atender a pessoa que apresentou pensamento de se suicidar, tanto o psicólogo como o médico, poderá avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso para acompanhar a psicoterapia. O psicoterapeuta poderá fazer o acolhimento inicial, trabalhar o momento de crise inicialmente para criar condições de, num segundo momento, realizar o processo de compreensão e tratamento destes pensamentos disfuncionais.

Pensamento suicida frequente: Qual o significado?

Pensar recorrentemente em se suicidar pode não significar o desejo de não mais viver, mas o desejo de não mais sofrer. Talvez esta pessoa considere que já realizou tentativas de apaziguar o sofrimento mas devido a falta de sucesso considerou que eliminando a própria vida poderia eliminar toda a dor associada. A amigos e familiares podem ajudar orientando esta pessoa para um tratamento adequado.

Pensamento suicida tem cura. O que fazer?

Em primeiro lugar esta pessoa precisa ser acolhida por quem estiver próximo e tiver condições de falar algo que possa conforta-la. Esta situação de tristeza profunda indica a necessidade de atendimento profissional, e por isso, caso não haja iniciativa própria, esta pessoa deverá ser orientada para tal.

 

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