As vezes me perco,
me acho e então me perco de novo,
fico confusa, choro, penso:
faço aquilo? Ou faço isso? O que eu faço?
O mundo virando os caos,
virado de cima pra baixo,
tanta coisa acontecendo,
tanta coisa não acontecendo.

Minha mente girando a mil,
não tento explicar aos outros e como poderia?
Nem eu sei dizer o que sinto,
penso ou o que deveria estar falando,
todavia sempre acaba preso – engasgado
em mim com as sete chaves,
a chave do medo, a chave dor,
a chave da frustração, a chave da vergonha,
a chave do desespero, a chave do caos,
a chave da tristeza,
minha cabeça é perdidinha.

Louca me chamariam,
mas tolos os que ousassem pensar tal coisa de mim,
vivemos em um mundo tão abundante,
existem as coisinhas bobas,
coisonas graves,
consequências pequenas,
consequências gigantes.
E somos nós as estrelas desse show que é a vida,
muitas vezes somos a estrela linda e brilhante,
entretanto em outros dias somos as vítimas
sem brilho ou qualquer pingo de alegria.

Então louco seria quem fosse lúcido nesta perdição,
porque o importante é continuar inteiro,
lutando, se questionando e estrelando a vida,
doce espetáculo de sensações!

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