sanguessugas_sociais

A fragmentação do indivíduo leva-o a viver uma vida amargurada entre o “ser” e o “menos ser”, numa era de incertezas, sobre os desafios de um mundo em mudança.

Hoje, vivenciamos um novo tipo de sociedade, a que muitos designam como a sociedade “pós-moderna”. Nesta sociedade, existe uma ambivalência de valores que origina uma quase inexistência de valores éticos e morais, que se reflete na incapacidade de alguns indivíduos de observar o mundo “além da fachada”, empurrando-os para uma vida “negativa” e “amargurada”. Contudo, essa minoria, age como indivíduos superiores aos outros e que nada lhes é novo, considerando, que, aquilo que é novo para muitos, na sua perspectiva é “plágio” social. 

Os “sanguessugas sociais” reinventam-se socialmente, afirmando serem os donos da razão; no entanto, estes indivíduos não debatem ideias, não falam de coisas importantes, não defendem valores ou ideais; e lá vão eles, fixando-se através das suas ventosas, num ataque sanguíneo com a finalidade de saciarem a sua vida. Tudo vai mal e galopando na vida destes indivíduos. 

Posso concluir que estas pessoas desenvolvem uma visão muito negativa do mundo e não encontram nenhuma razão para sentirem gratidão, porque não são capazes de encontrar o lado positivo da vida, a felicidade e simplesmente, concentram-se em devorar o “fruto” da vida daqueles que inocentemente os vão alimentando.

Por Manuel Góis / Leça Da Palmeira, Porto, Portugal

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