Não importa a profissão, o estresse faz parte do dia a dia num mundo cada vez mais competitivo. A Síndrome de Burnout é uma das consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O próprio termo “burnout” demonstra que esse desgaste danifica aspectos físicos e psicológicos da pessoa. Afinal, traduzindo do inglês, “burn” quer dizer “queima” e “out” significa “exterior”.

É como se o corpo e a mente colocassem um ponto final: “Agora chega!” Um cansaço devastador revela falta absoluta de energia. Todas as reservas estão esgotadas. No trabalho, a pessoa, antes competente e atenciosa, liga o “piloto automático”. No lugar da motivação, surgem irritação, falta de concentração, desânimo, sensação de fracasso.

Incidência

Teoricamente, profissionais de todas as áreas estão sujeitos ao burnout. No entanto, estudos indicam que os mais afetados pelo problema são médicos e enfermeiros, seguidos de professores, psicólogos, assistentes sociais, policiais e bombeiros. Em comum são profissões que colocam o indivíduo em contato com outros, em geral, em situações desconfortáveis, de sofrimento e até morte. O fato de se sentir impotente diante de situações desesperadoras acaba gerando um estresse difícil de ser controlado, uma vez que a cada dia tudo pode se repetir.

Sintomas do Burnout

Há diversos sintomas, que, em fase inicial, até se confundem com a depressão. Por isso, é importante um diagnóstico detalhado. O esgotamento físico e emocional é refletido através de comportamentos diferentes, como agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima e ausência no trabalho. Além disso, há relatos de sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia.

É possível que o paciente sofra fisicamente com a doença, com dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares. Em mulheres, é comum alterações no ciclo menstrual.

Fique de olho nos sintomas mais comuns:

  • Fadiga, apatia e desânimo constantes, mesmo quando se está de folga ou em férias;
  • Irritabilidade, falta de concentração e baixo rendimento no trabalho;
  • Baixa autoestima, insônia, palpitações, dores de cabeça e desordens gastrointestinais;
  • Comportamento agressivo com os colegas de trabalho;
  • Relacionamento cada vez mais distante com amigos e familiares;
  • Uso de medicamentos ou bebidas alcoólicas para relaxar;
  • Sensação de estar sobrecarregado(a) de trabalho o tempo todo;
  • Vida sexual insatisfatória;
  • Falta de perspectivas em relação ao futuro e sensação de que o trabalho não é recompensado como deveria;

Tratamento do Burnout

Além do tratamento, que inclui terapia e medicamentos, como antidepressivos, se faz necessária uma mudança no estilo de vida. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, pois ajudam a controlar os sintomas. O primeiro passo para se curar do burnout é reconhecer que sofre com o problema e buscar tratamento com um psicólogo, psiquiatra. Mas, tal como acontece com outras modalidades de estresse, o ideal é prevenir-se e evitar que o problema atinja o nível que exija tratamento.

A qualidade de vida é uma das armas para prevenir a Síndrome de Burnout. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios e manter uma vida social bem ativa.

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Veja algumas atitudes que ajudam a evitar o Burnout:

– procure estreitar os laços familiares e de amizades fora do trabalho;

– pratique atividades físicas ou um esporte que lhe dê prazer;

– se possível, faça algum trabalho voluntário;

– se possui crença religiosa, dedique um pouco mais de tempo à sua religião;

– faça alguma terapia que proporcione relaxamento, como yoga ou tai chi chuan, por exemplo;

– se a insatisfação com a profissão é muito grande, atualize o currículo e, se possível, arrisque uma mudança para alguma área que realmente goste;

– busque o autoconhecimento e respeite seus limites físicos e mentais;

– evite ao máximo levar trabalho para casa, especialmente nos finais de semana, que devem ser dias de descanso total;

– cuide da alimentação, evitando alimentos gordurosos e industrializados, bem como excessos, principalmente de bebidas alcoólicas;

– sempre que possível, dê uma pausa no trabalho, nem que seja para tomar um copo de água apenas e aproveite para fazer alongamentos, respirar fundo e dar uma relaxada de leve.

 

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