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Vivemos atualmente a intensidade e nitidez de uma sociedade moderna, digital, informatizada e sem limites. O passado, presente e futuro parecem se misturar e entrar em conflito em muitos aspectos. Lutamos contra o relógio e o tempo, muitas vezes perdendo para eles. Bem-vindos ao terceiro milênio: a sociedade revolucionária, líquido- moderna e totalmente em rede.

Segundo o sociólogo espanhol Manuel Castells “Pode-se dizer que a sociedade em rede está diretamente relacionada com o processo histórico conhecido por “Globalização”, com a formação de uma rede de redes globais que ligam seletivamente, em todo o planeta, encampando todas as dimensões funcionais da sociedade. Portanto, a confluência de fatores sociais, políticos e econômicos que, conjugados com as novas tecnologias da comunicação, permitiu a ascensão da sociedade pós-industrial para a atual sociedade em rede”.

A sociedade em rede, através da mídia e da internet, é a consequência de alterações econômicas, tecnológicas, sociais e culturais que abrangem todo o globo terrestre, fenômenos esses chamados genericamente de globalização. Abaixo algumas citações, comentários e críticas a respeito de alguns aspectos cotidianos e presentes na sociedade atual:

Globalização: Segundo o sociólogo e professor Zygmunt Bauman “Nós somos responsáveis pelo outro, estando atentos a isto ou não, desejando ou não, torcendo positivamente ou indo contra, pela simples razão de que, em nosso mundo globalizado, tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem impacto na vida de todo mundo e tudo o que as pessoas fazem ou se privam de fazer acaba afetando nossas vidas”. Entende-se que o mundo está totalmente integrado e conectado, sendo assim um evento que ocorre em determinada Nação ou Continente pode afetar direta ou indiretamente todo o restante do planeta.

globalizacao

Insegurança: Conforme cita o professor e geógrafo brasileiro Milton Santos “Jamais houve na história um período em que o medo fosse tão generalizado e alcançasse todas as áreas da nossa vida: medo do desemprego, medo da fome, medo da violência, medo do outro”. Nota-se que a sensação de medo e receio diante de dezenas de situações é constante e real. Vivemos a procura de meios e recursos para amenizar esse fantasma que nos assombra cotidianamente.

Mídia: Recordemos de George Orwell com o seguinte pensamento “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. A mídia pode ser observada a partir da perspectiva funcionalista para verificar a maneira mais eficiente de transmitir uma mensagem, mas também se pode adotar um ponto de vista mais crítico, vendo como essa mensagem é criada para manipular a opinião pública de forma a maximizar o lucro e o controle social.

Internet: De acordo com o grande humorista brasileiro Millôr Fernandes “Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto”. Nota-se que a internet é sem dúvidas uma das maiores invenções já registrada na história da humanidade. A ideia foi genial e revolucionou a vida e suas relações como um todo. O mundo tornou-se outro após a invenção e evolução da internet.

Redes sociais: Conforme reflete o Jornalista brasileiro Arnaldo Jabor “Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens”. O surgimento e ascensão das redes sociais possibilitaram que qualquer pessoa dê sua opinião, critique, elogie ou publique comentários acerca de qualquer tema que considere relevante, principalmente através da liberdade e facilidade proporcionada pelas redes sociais.

Política: Segundo o historiador Boris Fausto “O problema da sociedade é essa ideia que ninguém presta. Essa ideia é muito perigosa. Ela abre um espaço muito perigoso”. A sociedade em rede também contribui para a propagação de ideias e pensamentos que tornam um tema generalizado positivamente ou negativamente. No caso da política o descrédito e banalização das figuras que compõem esse grupo é realmente crítico, devido aos inúmeros crimes e desvios de conduta praticados por integrantes dessa classe. Assim, torna-se mais visível o lado obscuro e podre, ficando um grupo inteiro repudiado por atitudes de poucos, ou quem sabe de muitos em alguns momentos. O lado bom e as boas ações e projetos viáveis somem no meio desse furacão de informações, onde sempre pesará mais as atitudes negativas.

Assim sendo, finalizo esse pequeno texto com algumas reflexões e para pensarmos um pouco em como lidarmos melhor com esse mundo atual e suas nuances, de forma que possamos sempre melhorar e progredir:

– O que podemos fazer para melhorar o mundo?

– Como não perder a própria identidade em um universo de ícones e ídolos?

– Qual a essência e valor do ser humano na sociedade atual?

– O que vale a pena ser vivido e o que podemos renunciar para uma vida de maior qualidade?

– Quem são as pessoas de maior importância ao nosso redor e de que forma podemos ajuda-las?

– Quais os limites e a relação benéfica entre o mundo real e o virtual?

Referências:
https://www.portaleducacao.com.br
http://sqinodireito.com/o-que-e-a-sociedade-em-rede
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932004000400006

 

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

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