tribunal_na_internet

Internet! Esse é o nome do termo revolucionário do século XXI.  Não conseguimos nesse momento imaginar o mundo sem as milhares de conexões, benefícios e facilidades proporcionadas pela mesma. A rede de computadores surgiu no final da década de 1960, durante a Guerra Fria, enquanto os norte-americanos e a União Soviética travavam uma acirrada disputa tecnológica. O projeto, idealizado pela Advanced Research and Projects Agency (Arpa) e financiado pela Nasa e pelo Pentágono, tinha como objetivo criar uma rede que fosse capaz de armazenar dados e resistir a uma destruição parcial – caso houvesse, por exemplo, um ataque nuclear. Após anos de pesquisas e testes, em 1969,a rede Arpanet entrou em operação, ligando quatro instituições: Universidade da Califórnia (Los Angeles), Universidade da Califórnia (Santa Bárbara), Instituto de Pesquisa de Stanford e Universidade de Utah.

A internet nos possibilitou fazer de tudo um pouco. O que parecia surreal ou insano agora é real e normal no mundo moderno. Dentre tantas coisas relevantes surge o uso da rede mundial de computadores como Tribunal. Não se trata de um tribunal formal e comum, mas sim de um formato sem regras, estruturas ou normas. Todos podemos ser juízes ou réus, depende do momento, da propagação e da interpretação do acontecimento.

A capacidade de tirar conclusões precipitadas e fazer uma espécie de blindagem em redor dela é uma das características marcantes de nós humanos. Seja colhendo um fragmento de informação, vendo somente um lado da moeda, mesclando ideias ou criando as próprias verdades, o ser humano tem um prazer imensurável em opinar, julgar e “bater o martelo” com uma decisão.

O processo é bem fácil e rotineiro. Algo acontece acerca de um tema, tais como: injustiça social, debates políticos, recortes de falas de autoridades em determinada área, briga entre policia e bandido, flagras de famosos, agressões verbais, entre outros. O tópico / Link passa a ser compartilhado principalmente em redes sociais e aí começam as brigas entre favoráveis e contrários, “intelectuais e desentendidos”, cristãos e ateus, juízes e réus. O tribunal está então formado e você assume o papel mais confortável quanto à situação.

A era da Informação e de velozes informações leva-nos a querer decisões concretas e rápidas, eficazes na velocidade da luz. Julgamos todos os temas possíveis e impossíveis, e algumas vezes nossa opinião não acrescenta ou agrega em nada devido ao baixo nível e tolice das falas e ideias. O pior não é só a capacidade de julgamento, mas também a desinformação sobre o assunto apontado. A necessidade falar e expor alguma ideia por mais maluca que seja parece ser uma marca forte na atualidade. O importante é falar, ainda que seja qualquer coisa.

O Filósofo e escritor italiano Umberto Eco certa vez disse “as redes sociais deram vozes a uma legião de imbecis”. A observação desse personagem pode parecer um tanto ácida, mas expõe a realidade atual. Pessoas falam sobre saúde, educação, economia, política, meio ambiente, história, geopolítica, administração, direito, medicina e até sobre ETs como se fossem especialistas e autoridades de alto nível nos assuntos.

É ótima a sensação de estar certo quanto às questões cotidianas e melhor ainda a de ajudar o mundo em seus muitos aspectos, mas cabe aqui uma reflexão grande sobre os pontos positivos e negativos dessas nuances.

Observações

– O tribunal da internet não tem recesso;

– Não podemos obedecer ao efeito manada;

– Pense fora da caixa;

– O silêncio em certas ocasiões é um sinal de inteligência;

– Redes sociais são fantasias e mundos paralelos em determinadas situações;

– Veja a origem das noticias, portais, sites, autor e data de publicação;

– O mundo já tem milhares de idiotas, não faça parte dessa contagem;

– Entre a verdade e mentira existem abismos;

– Olhe os fatos por diversos ângulos;

– Cuidado com os fantoches virtuais que trabalham em prol de ideologias ou do próprio Ego;

– Não queira ser o Juiz do Universo 24 hrs por dia;

– Observação + Reflexão + Senso crítico = coerência

– Fazer o papel de Juiz é bom, mas e o de Réu?

– Não somos perfeitos ou protótipos de perfeição;

– Onde falta informação e reflexão há mais erros e consequências.

Referências

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

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