Iniciamos a segunda década do século XXI e nosso país chamado Brasil ainda retrata nitidamente as realidades e problemas crônicos já detectados e amplamente comentados por grandes nomes nos séculos anteriores. Segue abaixo duas frases de grandes escritores nacionais:

“Em nosso país a vulgaridade é um título, a mediocridade um brasão”.
(Machado de Assis – Escritor brasileiro)

“O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota.”

(Nelson Rodrigues – Escritor e jornalista brasileiro)

Aqui é o Brasil, onde Youtubers têm mais voz do que os pais dentro da casa, onde ser bandido é Status, onde a violência é rotina e a educação é um item que às vezes não está presente mesmo entre os que se dizem “educadores”. Aqui as músicas não têm letra e nem ritmo, a ostentação virou rotina, a TV exerce influência e poder de formar opinião em milhares de pessoas. Aqui a leitura é pouca e a inteligência menor ainda. Aqui questionar virou afronta e o conformismo a marca do retrocesso. Aqui é o Brasil, onde eu e você vivemos conformados ou inconformados.

A história recente do País deixa marcas profundas do que a incompetência, hipocrisia, corrupção e falência moral na política podem causar e os seus reflexos dolorosos que se estendem por incalculáveis anos. A má administração e a corrupção desenfreada colocaram a nação em uma situação deplorável em diversos âmbitos, deixando evidente que políticos gostam mesmo é de política e não do povo. A massa é manobrada e descarta a cada dois ou quatro anos se considerarmos esse período constante de eleições municipais e estaduais / federais.

A grande marca da mediocridade e idiotice é a participação dos mesmos em todas as esferas e áreas da vida, de modo que trombaremos e conviveremos com esse exército numeroso ao longo de toda a vida. A idiotice gosta de visão única, opinião única, falta de racionalidade, pouco questionamento, poucas perguntas, pouca luz, entendimento e perda do senso crítico.

A educação, a religião, a mídia e a política como um todo estão infestados de grandes manipuladores que se fartam da inocência, desconhecimento e vulnerabilidade de uma massa de manobra disponível e sem referências concretas. O fato é que vivemos em um nível vergonhoso de sociedade conformada com a realidade cruel e assombrosa que a acompanha desde sempre.

Quando um povo se acostuma com os horrores e perversidades de todo o tipo que ocorrem constantemente é um sinal alarmante de queda de nível geral da sociedade. Quando as pessoas já não valorizam o certo e deixam a vida no status “tanto faz” é o momento de rever todos os seus valores, pensamentos, histórias e refletir criticamente em possíveis soluções ou atenuantes para alterar essa realidade.

O que acontece em nossa penosa sociedade brasileira que as piores pessoas, músicas, cantores, atores, militantes, políticos e outras figuras públicas medíocres são tão louvados e glorificados ao invés de serem banalizadas e repudiadas? Acostumamos com a podridão e nojeira visível?

Abaixo uma série de questões que servirão de reflexão crítica para que cada um de nós como cidadãos e patriotas possamos nos livrar das garras malditas da mediocridade:

O que queremos para o futuro do País?

O que entendemos por qualidade de vida?

Onde encontramos as melhores referências para alicerçar nossa inteligência?

Quais os padrões a serem respeitados ou repudiados?

Honestidade é qualidade ou obrigação?

Ser um cidadão melhor é um fardo ou um dever?

Aceitar a mediocridade e a ascensão dos idiotas não é um sinal de conivência?

Qual a participação nossa em toda essa desordem que tanto criticamos?

O que podemos fazer para melhorar o nosso Brasil?

Quais os títulos que queremos para as próximas décadas?

O Brasil pode ser referência em que área atualmente?

Educação é uma área muito ampla e complexa. O que fazemos para aprimorar esse tão grande fator?

A ciência é importante para a sociedade?

Temos coragem de agir corretamente mesmo estando entre exércitos de corruptos?

Quais leis são de extrema importância para o desenvolvimento econômico e social?

O que deve ser feito para elevar o nível intelectual e racional das pessoas?

Nosso sistema penal é adequado?

Sabemos o que é sustentabilidade?

Gostamos ou repudiamos as chamadas “Fake News”

Somos patriotas ou vigaristas conformados?

Reagir ou aceitar o lixo oferecido de bandeja pelos charlatães midiáticos?

O que é mais importante: a verdade ou a ficção?

O que ética?

Uma sociedade que espera grandes mudanças fica calada ou se dispõe a questionar com ênfase os erros e injustiças que a atormentam?

Funk é música?

Ler é importante?

Por que esse vício débil de manter os mesmos políticos no poder?

Referências

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

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