O conceito de poder remete a “possuir força física ou moral; ter influência, valimento”. Para além de ter a autoridade, o comando ou simplesmente a faculdade de ser capaz de algo, por atributos físicos ou intelectuais, o poder é uma força que permeia as relações sociais desde o início da sociedade humana. O poder expressa-se pelo embate de forças, mas, antes disso, ele existe em si enquanto uma força.

Desde os primórdios da humanidade, as relações entre pessoas se dão tendo em vista quem é poderoso ou não. Ou seja, se pautam em um monopólio, seja ele econômico, militar, empresarial, entre outros. A busca pelo poder desenfreado já custou muitas, vidas, derramamento de sangue, guerras e tragédias inimagináveis.

O ser humano ama, venera, prostra-se e busca o poder em suas diversas áreas e dimensões. Há a busca silenciosa e também barulhenta por poder, justiça e outros fatores que sustentam as ambições e ganâncias ligadas a esse tema complexo. Assim como uma droga ou bebida o poder também é viciante e delirante.

Dentro da sociologia esse conceito é definido como a habilidade de impor sua vontade sobre os outros. Independente de esses resistirem, a partir do momento que se abre espaço e instala-se uma posição de destaque, elevada, temos um caso de poder.

Na filosofia política há abordagem das diferentes perspectivas de Hobbes, Arendt e Michel Foucault. A perspectiva de Hannah Arendt é que para ser poderoso está implícita, necessariamente, a existência de duas ou mais pessoas. Ou seja, sempre ocorre de maneira relacional. Considerando isso, a política pressupõe a legitimação do poderoso, ou seja, os governantes devem estar de acordo com a relação que isso acarreta.

Para Bourdieu, há um poder por trás disso tudo que faz com que as pessoas, inconscientemente, busquem consumir, gostar, adequar-se a certos elementos em detrimento de outros. O comando coletivo e inconsciente dessas preferências confere a certos atores um poder econômico ou social, no sentido em que criam representações simbólicas a serem seguidas por outras pessoas.

Uma frase marcante sobre poder é a de Frank Underwood (personagem da série “House Of Cards”):

“Dinheiro é a mansão no bairro errado, que começa desmoronar após 10 anos. Poder é o velho edifício de pedra que se mantém por séculos. Não respeito quem não sabe distinguir os dois.” “O poder parece com o mercado imobiliário. Quanto mais próximo você estiver da fonte de poder, maior será o valor de sua propriedade”.

Se observarmos o universo em que estamos inseridos tudo gira em torno de poder. Poder aliado à religião, política, sedução, dinheiro, mundo empresarial, econômico, etc. Nem sempre há a exposição das garras de poder. Diversas vezes estará implícito e corroendo estruturas que parecem intactas aos olhos inocentes.

Há diversas formas de poder, entre eles:

Poder econômico:

Exercido por quem tem posso de bens, dinheiro, capital e similares. Dinheiro é uma forma que sustenta esse poder. A ostentação, status e a constante exposição social consegue atrair milhões de olhares para quem possui essa forma de poder. A força econômica age em todas as outras e é uma perigosa arma se usada indevidamente.

Poder político:

A espinha dorsal do mal. A política desde sempre tem influências marcantes benéficas e destrutivas na sociedade. Aquela velha frase “todos querem uma fatia do bolo” é uma realidade cruel. A má política cega os olhos e as mentes gerando ações malignas. A sociedade atual, em maior ou menor escala conforme o lugar em que está inserida, paga uma fatura alta por descasos e desvarios de políticos e seus pares. Muitas vezes os que fazem as leis não a obedecem; os que fiscalizam deveriam ser fiscalizados; quem tem o poder de julgar merecia ser julgado e condenado.

Poder de informação:

A informação nunca esteve tão distribuída e acessível a todos como nos dias de hoje. Apesar de existirem centenas de jornais, canais de TV, redes sociais e aplicativos, informar ainda é algo caótico na sociedade líquida e contemporânea. A informação no que diz respeito à jornalismo e entretenimento ainda está concentrada em poucos veículos, sendo isso um perigo para a democracia, sociedade e comportamentos humanos. Sabemos que em países subdesenvolvidos como o Brasil a força da mídia, apresentadores, youtubers e “celebridades” conseguem influenciar, manipular ou mesmo induzir implicitamente a uma série de comportamentos, tendências e visões restritas de mundo. Olhar uma face de um dado, um lado da moda ou ângulo de uma paisagem pode ser fatal para interpretar o todo.

Reflexão final:

Estamos todos embriagados de alguma forma pelo poder?

Referências:

 

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

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