“Os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente. Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”. Zygmunt Bauman

Vivíamos em um mundo um tanto frenético e imparável. O mundo sempre viveu suas nuances e choques ao longo dos milênios. A História narra acontecimentos cruéis e insanos, desde desastres naturais às guerras e genocídios malignos. A humanidade sempre foi marcada por momentos surreais e contraditórios.

Seguíamos a rotina diária de trabalho, estudo, passeios, lazeres, compromissos, entre outros. De repente, sem aviso prévio, surge um elemento não esperado abalando todas as estruturas e mudando as regras do jogo: a pandemia da Covid 19.

O monstro invasor surge na China e estende suas raízes invisíveis nas extremidades do globo terrestre. No momento em que escrevo o texto, a notícia é que a presença dele se faz marcante em nível mundial e com um exército de infectados e mortos (Aprox. 6 milhões de contaminados e 370 mil mortes registradas).

Os Governos e governantes das mais diversas nações não estavam preparados para enfrentar frontalmente algo tão inédito e que pode marcar a nossa geração em diversos aspectos. A pandemia veio aflorar os anjos e demônios, belezas e podridão, cooperação e disputas políticas e diversos aspectos benéficos e maléficos inerentes do ser humano. Em tempos de Guerra aparecem heróis e tiranos, ditadores e estadistas e verdades conflitando com mentiras.

A evolução e efeitos provocados pelo novo Coronavírus obrigou milhares de pessoas a usarem máscaras, enquanto outras “máscaras” caíram das faces de multidões mostrando à humanidade quem é quem nesse jogo insano.  Vimos políticos tratando vidas como números enquanto outros tentavam de maneiras assertivas ou exageradas não permitir o colapso no sistema de saúde. Disputas políticas e xingamentos entre figuras públicas em meio a esse furacão também tornaram-se constantes.

Enquanto um número ínfimo de gigantes batem cabeças existe no outro lado do teatro a massa de pessoas tensas, perdidas e com muito medo. Dentre tantos aspectos apresentados no cenário atual destacam-se: soberba, brigas políticas, colapso em áreas de saúde, fragilidades do Estado em atender a população, impactos econômicos, financeiros e uma espécie de tortura mental que oscila conforme as notícias reportadas pela mídia e redes sociais.

Por outro lado, vemos também uma série de ações entre empresas e poder público, associações, igrejas, famílias, bancos, Ongs e grupos variados da sociedade unindo-se para amparar outras pessoas tanto financeira quanto espiritualmente. A guerra contra a Covid está ressuscitando um pouco da humildade e dignidade com nossos semelhantes, algo massacrado pela vida desenfreada do cotidiano.

Em um período de trevas tão turno e incerto ainda há milhares de heróis silenciosos que deixarão sua marca de amor, caridade, respeito e maturidade com os outros, ainda que desconhecidos ou indigentes.

O colapso emocional, financeiro e sanitário que presenciamos já é reflexo das estruturas ruins que acabaram aflorando nesse momento delicado. Os sistemas de saúde se mostraram com diversas deficiências, apesar da constante batalhe de médicos e outros profissionais da saúde que estão “peitando” o vírus na linha de frente. A desigualdade social mostra a diversidade de grupos e as dificuldades presentes no cotidiano e que não eram notadas ou mesmo alvo de descaso pelos governantes e sociedade como um todo.

A humanidade é obrigada notar a ebulição atual, refletindo que o mundo é muito mais do que redes sociais, diversão e “glamour”. A realidade não consiste em frases ou versinhos, mas sim em muita observação, ação e visão nítida dos pequenos mundos inseridos em um mundo imenso.

O planeta encontra-se em agito e com as estruturas estremecendo, cabe a nós agirmos da melhor forma pensando em si próprio e nas pessoas importam em nossa vida: familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, entre outros. Além disso, o cuidado com o semelhante desconhecido é um gesto de alto nível e que merece ser destacado.

O mundo pede socorro! Estamos em ebulição e não precisamos explodir!. Quando tudo isso passar espero que sejamos um pouco melhores e mais humanos. Após essa tempestade acredito que o mundo será outro, talvez não tão diferente, mas sim um universo reciclado em meio ao caos.

Finalizo com um convite de reflexão, respeito e empatia:

Pelas vidas ceifadas nesse momento…

Pelos muitos doentes internados em UTIs…

Por aqueles que perderam pessoas queridas e estão desolados…

Pelos que estão em dificuldades financeiras e emocionais…

Pelos que sentem a dor do outro e elevam suas orações e preces em favor do próximo…

Por todos os profissionais de saúde que lutam bravamente para minimizar os dados…

Pela consciência e bom senso da sociedade em geral…

Referências:

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

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