Segundo algumas definições e conceitos o termo “Tempo” pode ser definido como uma sucessão de anos, dias, semanas horas, minutos etc. Uma passagem contínua de existência em que os eventos passam de um estado e potencialidade no futuro, através do presente, a um estado de finalidade no passado.  É o momento ou ocasião para que as coisas se realizem. O tempo está sempre relacionado à duração dos fatos. significado de tempo pode ser verificado de acordo com algumas teorias.

Do ponto de vista científico, não há nenhuma definição conclusiva sobre a ideia de tempo. Entretanto, tudo o que ocorre pode estar situado dentro de uma dimensão temporal. O ser humano tem a necessidade de medir o tempo em algum tipo de magnitude, isso mostra que tudo o que está ao seu redor está sujeito a alterações. Assim, a ideia intuitiva de tempo se refere à sucessão de acontecimentos, desde o passado, passando pelo presente até encaminhar-se para o futuro.

Observe agora a seguinte frase do autor inglês Charles Dickens (1812-1870): “Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos. Foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice. Foi a época da fé, foi a época da incredulidade. Foi a estação da luz, foi a estação das trevas. Foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero. Tínhamos tudo diante de nós, não havia nada antes de nós. Todos íamos direto para o céu, todos íamos direto para o outro lado”. Esse é um trecho inicial do Livro “Um Conto de duas cidades” onde o autor narra os bastidores, retratos e consequências da Revolução Francesa no Sec. XIX.

A citação não se refere nesse momento a uma Revolução histórica como a Francesa, Industrial e as Guerras Mundiais que marcaram a história com sangue, destruição, evolução, poder, disputas e conquistas. Agora são Revoluções do pensamento, políticas, econômicas, religiosas, da informação, dos estilos de vida, das opções, do capitalismo e da vida virtual e paralela.

A reflexão de Charles Dickens é tão profunda, sensível e realista que pode ser aplicada em qualquer momento da história da humanidade, principalmente aos últimos séculos em que as grandes descobertas, mudanças, impactos e choques tornaram-se marcantes e inesquecíveis. Esse jogo de pontos e contrapontos, positividade e negatividade, sinônimos e antônimos, dualidades e ambivalências é o núcleo da nossa vida atual, o extrato de nossa existência.

O grande pensador e sociólogo Zygmunt Bauman faz a seguinte observação quanto as ambivalências atuais Vivenciamos uma sensação de cansaço, de exaustão, um sentimento de falta de sentido e finalidade da existência. Quase que diariamente desmoronam verdades, certezas que davam sustentação a uma determinada cosmovisão predominante durante a grande parte da ocidentalidade e consequentemente na modernidade”.

Os sentidos opostos, as dualidades, as dúvidas, incertezas, hesitações, decisões e receios é o que faz a vida ser um jogo forte, alucinante, inefável e atormentador ao mesmo tempo.  Vivemos o mesmo tempo (duração do dia), mas não as mesmas fases ou tipos de tempos. O tempo se refere à duração do relógio, as estações do ano, ao tempo de vida, aos intervalos, recessos, folgas, trabalho, compromissos e momentos vividos.

O tempo gera as dualidades e ambivalências, gera também a evolução e declínio, os progressos e regressos, a vida e a morte. O tempo cala, encerra, agride, enfurece, anima, constrói, destrói, vivifica, dilacera, revela e esconde. Tudo isso acontece ao mesmo tempo, dentro do próprio tempo.

O tempo atravessa a historia, as ciências, a religião, a natureza e o homem em sua vasta e complexa existência e nos deixa o recado sublime e agressivo que “ele passa para todos independente de qualquer diferença social, de raça, sexo ou crença”. Talvez o tempo seja um juiz e tenha uma balança invisível em suas mãos que nos envolva, recompensa, devolva ou faça a cobrança inesperada e cabível dentro de nosso tempo de vida.

Esse assunto é profundo, atormentador e misterioso ao extremo, então não me cabe a responsabilidade e maestria de escrever sobre o desconhecido, mas sim fazer um convite a nós humanos a refletirmos sobre os tempos, dualidades e as ambivalências…

“Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre”. (Charles Chaplin)

“Que tempos são estes, em que temos que… Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio?”(Bertolt Brecht)

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”. (Dalai Lama)

“Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!” (William Shakespeare)

“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”. (Albert Einstein)

“As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo”. (Benjamin Franklin)

“Os tempos primitivos são líricos, os tempos antigos são épicos, os tempos modernos são dramáticos”. (Victor Hugo)

“O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida”. (Franz Kafka)

“O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto”. (Machado de Assis)

Referências
https://revistacult.uol.com.br
https://www.significadosbr.com.br
https://colunastortas.com.br

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Douglas Henrique Reginato
Graduado em Administraçao de Empresas (Uenp) . Pós graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (Unopar - PR). MBA em Marketing Estratégico voltado a lucratividade (Unifil Londrina). Gosto de musica clássica e leio livros e revistas dos mais variados temas. Procuro ampliar minha visão de mundo e contribuir de alguma forma com a sociedade. Sou um eterno estudante.

2 Comentários

  1. “O tempo, o tempo, o tempo e suas águas inflamáveis, esse rio largo que não cansa de correr, lento e sinuoso, ele próprio conhecendo seus caminhos, recolhendo e filtrando de vária direção o caldo turvo dos afluentes e o sangue ruivo de outros canais para com eles construir a razão mística da história, sempre tolerante, pobres e confusos instrumentos, com a vaidade dos que reclamam o mérito de dar-lhe o curso, não cabendo contudo competir com ele o leito em que há de fluir, cabendo menos ainda a cada um correr contra a corrente” […]
    Raduan Nassar, Lavoura Arcaica (1975)

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